Quem cresceu, como eu, vendo suar a camisa do Leão da Ilha jogadores como Alex Rossi, Régis, Jacaré, Dão, Evando e Marquinhos, só para citar alguns ídolos recentes, provavelmente não depende de resultados para ser feliz. Não posso falar por quem nasceu antes de mim, ou depois, mas posso falar de quem viu o que eu vi.
O único motivo que preciso para ter orgulho da camisa azul e branca listrada é a dedicação exaustiva e até mesmo incoerente dos jogadores que a vestem, que mantêm a mística de que o Avaí é o time da raça - e, desde que a raça continue vestindo nosso manto, então ele continuará sendo sagrado.
Alguns dos que nos fizeram encher o peito para berrar arquibancas mundo afora podem depois ter cometido, fora de campo ou por outros clubes, atitudes lamentáveis. Pouco importa, não são suas ações sem a nossa camisa que ficarão nas capas dos jornais para a posteridade, ou nos blogs para recordarmos mais tarde. Para a instituição Avaí, talvez não sejam ídolos. Mas continuarão a figurar no eterno e sagrado Hall da Raça Avaiana, que cada torcedor o faz independentemente, de acordo com suas convicções, mas o faz - mesmo os que não se consideram fanáticos.

Perdemos o jogo em Guayaquil. Pouco importa. Foi com raça, suor e lágrimas. Quinta-feira os outros 90 minutos de uma guerra serão jogados na Ressacada. E lá, perto do aeroporto e das canoas, ecoará para as Américas o berro de uma nação apaixonada exigindo uma única virtude: paixão pelo jogo, pelo esporte, mas, sobretudo, pela raça que escorre por nossas listras.
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