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11.25.2010

Vamos ser amigos?

A parceria de Avaí e Figueirense com a RBS mostra um outro caminho a ser seguido, mais promissor.


Não sou especialista no assunto sobre o qual quero comentar, mas não me eximirei da opinião. Creio que a onda de notícias amenas e otimismo que a RBS vêm soltando tanto para Avaí e Figueirense não seja à toa. Não me engano, achando que a situação é positiva para ambos os clubes e, portanto, o momento é que ocasiona essa maré de alto astral. 

Tirando as rivalidades de torcida, times rivais precisam andar lado a lado. No mundo quase inteiro, clubes bem sucedidos têm rivais bem sucedidos. A RBS já sacou isso. É claro, evidente e mesmo justificável o interesse da empresa em termos cada vez mais representantes do Sul na elite do futebol. É tão justificável que Avaí e Figueirense deveriam entender melhor e estender essa relação amistosa fora dos gramados.

Temos uma Diretora de Marketing que atua também com a área de licenciamento, ela sabe que um produto nunca sairá do projeto se o rival também não quiser. A demanda é muito maior - assim como o custo acaba sendo muito menor - quando as torcidas dos dois clubes têm acesso ao mesmo produto somente pintado de cor diferente. 

Por isso, de vez em quando a RBS inflama uma ou outra torcida com uma notícia mais polêmica - polêmica traz audiência. Por isso é que as torcidas de Avaí e Figueirense, Grêmio e Internacional, acusam a empresa de vestir as cores do time rival. Nada a ver. A RBS sabe mesmo é conseguir e monopolizar audiência.

Avaí e Figueirense precisam utilizar melhor o site oficial, espetando o rival de vez em quando. Eis a parte da polêmica. Precisam fazem pressões políticas juntos. Precisam lutar para que os dois continuem na elite. Caso contrário, ninguém sairá ganhando por mais um bom tempo... nem o conglomerado gaúcho, nem eu, nem tu. Mas, claro, ninguém quer ficar dando título pro outro.

Foto 1: www.avaicai.blogspot.com
Foto 2: www.avaixonados.com

Palmas pra diretoria



Durante a semana a Cofes (link aqui) confeccionou uma leva de camisas alusivas ao acesso. As camisas são baratinhas (R$20,00 para sócios e R$25,00 para não-sócios) e todo o lucro será destinado para as festas no Scarpelli. Resultado: está vendendo igual pãozinho quente. A terceira leva já está esgotando e acho que deveriam mandar fazer pelo menos mais umas 1.500, pra vender no sábado.

Bom, mas o que eu quero chamar atenção aqui é para um fato que, na minha opinião, não foi devidamente enaltecido pelos blogs em geral.

A camisa da Cofes tem o escudo do Figueirense pintado na frente e faz clara alusão ao clube, mas não tem nenhum tipo de vínculo, não tem licença nenhuma com o clube. Isso não seria caracterizado pirataria? Pois é, poderia ser sim, e poderia ser criminalizado, na minha opinião. Acontece que a confecção das camisas foi tema de uma reunião do pessoal da Cofes com a diretoria do clube, e esta permitiu não só a venda, mas também ofereceu a loja oficial do Clube para vendê-las. Dá pra notar claramente neste episódio que o clube abriu mão dos seus direitos em prol da felicidade geral da nação. Valeu diretoria!

A Fila, que também lançará uma camisa comemorativa (já demorou né?) não gostou nada dessa história, e proibiu a venda na Figueira Store, já que ela tem direito de exclusividade. Nada mais compreensível, eu faria a mesma coisa. Ainda mais sabendo que a minha camisa custará R$89,90 e a do meu concorrente custa R$20,00, hehehe.

Mas vâmo lá, tem espaço pra todo mundo. O Figueira está bombando! Esse sábado que não chega!

10.05.2010

O sumiço do Presidente.


No princípio, era a glória. Antônio Lopes chegou e, com a sequência de bons resultados, alçou a Diretoria avaiana a patamares de aprovação dificilmente visto neste ano complicado na relação com o torcedor. Libertadores, esse era o nosso sonho àquela altura.

Meio do campeonato, eis a visão da glória: fugir do rebaixamento. Que Nossa Senhora da Ressacada queira que ao final disso tudo não nos reste somente defender a dignidade desta camisa marcada por 87 anos de lágrimas e suor.

A caminhada rumo ao precipício já começava e ainda assim tivemos que conviver com a empáfia de quem julgou haver numa reunião de 300 puxa-sacos a nata de "verdadeiros avaianos". Puxa-sacos, sim, neste termo forte, pois não é possível que alguém seja capaz de aplaudir declarações de tal teor, de receber tal alcunha e sorrir com a Ressacada lembrando velórios.

Os mesmos puxa-sacos são os que vão ao blog da Diretoria reclamar de quem fica indignado com essa postura arrogante, evidenciada no jantar aniversário, quando tudo caminha bem e com o sumiço de todos os responsáveis quando tudo de que a torcida precisa é de uma declaração para apaziguar os ânimos. O mínimo que esperamos é que o Presidente Zunino, que é uma boa pessoa e um cidadão honrado, venha a público esclarecer: afinal, existem somente 300 verdadeiros avaianos mesmo? Essa é mesmo a opinião dele ou foi somente uma maneira de exaltar os presentes na reunião de aniversário do clube? Esse silêncio pode ser uma resposta.

Aliás, dizem por aí que numa derrota o Presidente estava lá, no camarote, sozinho, desolado como todo avaiano de coração. Onde é que estavam os puxa-sacos, heim?