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8.29.2011

Fora Ricardo Teixeira





Parabéns pra torcida Resistência Alvinegra, que teve coragem de levar a faixa proibida pela FEDEração Catarinense de Futebol. Também vi uma faixa dessas na torcida do Avaí, dizendo "fora Delfim", provando que nesse aspecto todos concordamos.

Quero parabenizar também a todos que participaram do espetáculo de ontem no Scarpelli. Desde os jogadores a, principalmente, as torcidas, que deixaram o clima de competição tomar conta de tudo.

O jogão de bola, aliado ao ruído das arquibancadas lotadas, foi de maltratar o coração de qualquer um. Enfim, valeu a pena ir ao Scarpelli neste domingo. Quem não foi, perdeu.

Aaah, e quanto ao resultado do jogo? Não sei, tive que ir embora antes do fim por motivos particulares.


*Vídeo de camih10

11.26.2010

Rivalidade sadia



Na tarde de ontem eu peguei a minha moto e fui até o Scarpelli para comprar a camisa da Cofes. Comprei a última do meu número. Foi só comprar e vestir. De lá fui ao centro de Floripa, onde precisava comprar umas coisas.

Da cidade, peguei o túnel e fui até o cafofo do manguezal, onde comprei 4 ingressos: um para o meu sogro, um para o cunhado, um para a noiva e, pasmem, um para mim. Pois é, no domingo engrossarei as estatísticas de público na Ressacada.

O engraçado é que cheguei lá na moral, sem me dar conta, exibindo alegremente a camisa da Cofes. Fui entrando na fila e um negão, aparentemente segurança do Avaí, veio até mim e disse: "Olha, a fila pro ingresso do Santos é lá". - "Não, não querido, vou comprar do Avaí mesmo. A família da noiva é toda avaiana, e domingo eu tenho que pagar uma dívida que tenho com ela!"

Foi uma gargalhada só. Depois disso o negão, uma moça que conversava com ele e o pessoal em volta passou a conversar comigo, fazer gracinhas, pegar no pé, e indicar qual seria o melhor setor para eu comprar e etc. Coisa linda se a rivalidade nunca ultrapassasse esses limites.

11.25.2010

Vamos ser amigos?

A parceria de Avaí e Figueirense com a RBS mostra um outro caminho a ser seguido, mais promissor.


Não sou especialista no assunto sobre o qual quero comentar, mas não me eximirei da opinião. Creio que a onda de notícias amenas e otimismo que a RBS vêm soltando tanto para Avaí e Figueirense não seja à toa. Não me engano, achando que a situação é positiva para ambos os clubes e, portanto, o momento é que ocasiona essa maré de alto astral. 

Tirando as rivalidades de torcida, times rivais precisam andar lado a lado. No mundo quase inteiro, clubes bem sucedidos têm rivais bem sucedidos. A RBS já sacou isso. É claro, evidente e mesmo justificável o interesse da empresa em termos cada vez mais representantes do Sul na elite do futebol. É tão justificável que Avaí e Figueirense deveriam entender melhor e estender essa relação amistosa fora dos gramados.

Temos uma Diretora de Marketing que atua também com a área de licenciamento, ela sabe que um produto nunca sairá do projeto se o rival também não quiser. A demanda é muito maior - assim como o custo acaba sendo muito menor - quando as torcidas dos dois clubes têm acesso ao mesmo produto somente pintado de cor diferente. 

Por isso, de vez em quando a RBS inflama uma ou outra torcida com uma notícia mais polêmica - polêmica traz audiência. Por isso é que as torcidas de Avaí e Figueirense, Grêmio e Internacional, acusam a empresa de vestir as cores do time rival. Nada a ver. A RBS sabe mesmo é conseguir e monopolizar audiência.

Avaí e Figueirense precisam utilizar melhor o site oficial, espetando o rival de vez em quando. Eis a parte da polêmica. Precisam fazem pressões políticas juntos. Precisam lutar para que os dois continuem na elite. Caso contrário, ninguém sairá ganhando por mais um bom tempo... nem o conglomerado gaúcho, nem eu, nem tu. Mas, claro, ninguém quer ficar dando título pro outro.

Foto 1: www.avaicai.blogspot.com
Foto 2: www.avaixonados.com

4.07.2010

Quer justiça?




Quando uma decisão jurídica é tomada temos abertura de precedentes para outras atitudes que sejam necessárias para ocorrências semelhantes às julgadas pela primeira. É assim principalmente no Reino Unido, por exemplo, em que não há uma Constituição escrita, mas também ocorre no Brasil - onde a punição a algumas transgressões acabam sendo baseadas naquelas aplicadas a outros infratores. Não tenho formação alguma em Direito, mas isso é o pouco que sei e no que me baseio para poder te escrever este texto.

Após o julgamento de ontem, o clima de indignação pelas bandas do Estreito poderia até lembrar que ali se abriga um Furacão, mas aquilo ali no final das contas não passa de uma brisa. Brisas pra ti, ô!

A praticamente absolvição de todos os envolvidos no Clássico de 2010 deu início à choradeira por "justiça" na torcida alviouronegroverderosada. Será que eles esqueceram do passado? Vamos voltar no tempo...

Pois bem, após o clássico do Créu, em 2008, os jogadores Asprilla e Bebeto foram julgados por suas atitudes - o primeiro por ameaçar a arbitragem e começar pancadaria, o segundo por provocar a torcida do Figueirense. Resultado do julgamento: 1 jogo de suspensão, tanto para o agitador e violento Asprilla quanto ao Bebeto, que fez o mesmo que Jeovânio no último clássico - ou mostrar o número é pior que bater no peito?

Em 2009, após conquistar mais um ano na série B, os incidentes no estádio do Tombense foram relatados em súmula por objetos jogados em campo na direção do árbitro - dentre eles rolos de papel higiênico molhados e cortados à metade, além de um rádio portátil e uma carteira vazia. Punição? Não houve.

Quer justiça? Pede para ti mesmo também, alviouronegroverderosado.

Admite que:

  • Jeovânio merecia punição, não só pelas provocações mas pela cotovelada também - o famoso precedente, né? Se alguém for CEGO, posso fazer um vídeo com ZOOM da cotovelada do Jeovânio no Caio, se for necessário - mas nem peçam, não vou perder meu tempo;
  • A arbitragem do Luis Orlando de Souza foi desastrosa;
  • O Figueirense merecia perder mandos de campo para a Série B 2010 e não perdeu.
Enfim, se algum torcedor rosado aparecer aqui dizendo que seria merecido o Figueirense receber todas as punições as quais citei aqui, então tudo bem. Aí admito: o Avaí mereceria também.

Não quero em momento algum expressar a opinião de que os fatos ocorridos no Clássico 2010 foram normais - mas somente deixar bem claro, o Figueirense abriu precedente para que a pizza virasse a tônica tanto do TJD quando do STJD. Que não venha reclamar agora.

Dizer que agora a Justiça tem que ser feita? Isso sim é risível. Queremos somente igualdade. Pode chorar à vontade, só servirá para disfarçar o fato de não ter time pra chegar...

O choro é livre!



12.02.2009

O bom rival - parte 1.




Dois pontos muito interessantes essa semana no mundo da bola e que têm tudo a ver com o objetivo do blog.

Primeiro o título do Brasileirão, que será decidido pela rivalidade Grêmio x Inter e já foi diretamente influenciado pela "doce derrota" do Corinthians - o que prejudicou Palmeiras e São Paulo.

Um excelente texto do gremista Airton Gontow expressa a opinião com a qual concordo: não importa se o rival será campeão, o que importa é a honra do meu time em não entregar um jogo.

Afinal, os rivais vivem para degladiar-se ou para serem cada vez maiores? Não há meio termo, ou ambos defendem a sua própria honra somente e assim acabam elevando-se perante o outro, ou os dois diminuem-se mutuamente.

Entregar o jogo para que o Flamengo seja campeão, e não o Inter, será não somente dar importância demais ao rival: será simplesmente contentar-se somente com a desgraça dele. Calma aí, e o Grêmio, não era pra estar disputando título?

Entregar seria jogar toda a glória de todos os títulos sempre muito suados do Grêmio no lixo somente para evitar que o Inter ganhe um. Destruição mútua.

Completando com um trecho do texto do Airton:

(...)

Como gremista, só detesto o Internacional porque o respeito como adversário. E certamente há apenas um time que respeito mais que o grande rival. Este time é o Grêmio.
E por respeitar o meu imortal tricolor exijo a dedicação total na partida do Maracanã.
Além disso, convenhamos, mesmo com o quarto título brasileiro os colorados não vão poder se vangloriar por estarem em vantagem em relação ao Grêmio.
Terão quatro Brasileiros e uma Copa do Brasil contra dois títulos do Brasileiro e quatro Copas do Brasil gremistas.
E uma Taça Libertadores contra duas do Grêmio.

(...)
O segundo ponto tem a ver com a proposta risível da Figueirense Participações ao Figueirense. Abri um sorriso de ponta-a-ponta ao ler no blog do Tainha... Mas depois caiu a ficha: continuarei tendo um rival em Florianópolis? Assunto para a parte 2.

11.23.2009

Coincidência num portal de um conglomerado qualquer...

Não querem deixar o ambiente pior, é isso?

Ah, meu Deus... O jogo não valia nada na competição, era um clássico B... Menos mau, né?

Tenha paciência.

11.22.2009

Que imprensa exemplar...




Hoje, após tanta alegria no dia de ontem, não consigo pensar em outra coisa se não no apoio cerrado da imprensa gaúcha ao Figueirense, da qual os bebês chorões têm coragem de reclamar.

Sim, bebês chorões. É assim que os taxarei na maior parte das vezes em que reclamarem da imprensa, mesmo quando tiverem razão. Estava receoso no uso do termo desde que notei uma certa manha, como alguém que reclama assim: "pô, eu te dou tanta coisa e tu vem e me dá um tapinha assim? Calma aí, quero talquinho e hipogloss agora". Aliás, um texto do Tainha me fez refletir ainda mais, além de uma conversa que tive com ele uma vez. Mas é impossível continuar receoso em chamá-los de bebês chorões, senhores Série B.

Deixe-me explicar. Ontem, o Figueirense garantiu mais um ano na Série B. Eu e minha namorada procurávamos desesperadamente um cinema que não estivesse lotado para ver 2012. O Shopping Iguatemi, com um olhar ganancioso, não fechou o estacionamento e me fez acreditar que havia vagas lá dentro. Foram 35 minutos ouvindo a choradeira procurando por um mísero lugar à chuva para estacionar.

Até que, à certa altura, Roberto Alves admite que conhecia todos os problemas de brigas e desentendimentos no Figueirense, discurso seguido por todos os outros comentaristas. O argumento é de que estes fatos não vieram à público para não prejudicar o Figueirense.

A partir deste momento, exponho como a imprensa gaúcha tratou os problemas internos do Avaí somente em 2008 e 2009. Utilizarei somente os casos que o Google retornou primeiro...

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2008

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14 de maio de 2008 -
Cocito e Wendell se desentendem no coletivo do Avaí
Jogadores trocaram empurrões e saíram do gramado a pedido de Silas

Manchete, com vídeo e tudo - hoje já retirado do ar, mas o link prova que existiu o vídeo. Clique aqui para comprovar.

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Em um certo ponto, a repercussão de notícias baseadas em boatos atrapalhou tanto o Avaí que o técnico Silas teve que vir à público reclamar do negativismo. Era o efeito das tais notinhas...

9 de outubro de 2008 -
Silas diz que negativismo pode atrapalhar Avaí
Treinador reclamou dos boatos de um racha entre os jogadores

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2009

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Marquinhos nega briga com Odair no vestiário do Avaí
Suposto desentendimento teria ocorrido após a derrota para o Coritiba

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Veja, em todas as matérias, se há algum receio em prejudicar a campanha do Avaí. REPARE BEM: HÁ?

Essas 3 notícias não se igualam à capacidade do negativismo passado ao Avaí, fato da qual Silas já reclamou mais de uma vez, inclusive esse ano:
(...) tem muita gente lá em Florianópolis que não tem nada mais para falar e vai falar o quê do Avaí, se são dois anos de triunfo atrás de triunfo? Então, tem que arrumar alguma coisa para tentar conturbar o ambiente, mas a gente aqui dentro não pode deixar isso acontecer. Então, infelizmente, algumas pessoas do meio lá de Florianópolis, não todas, logicamente, estão tentando atrapalhar o nosso trabalho. Mas, se depender de mim vão passar fome, porque não acontece nada, o meu negócio é dentro do campo. (...)

(...)Acho que é um ano para a gente estar se abraçando. É aquilo que eu falei anteriormente: aquilo ali (o gesto na saída do campo) é para responder para algumas pessoas. Infelizmente, alguns membros da imprensa local eram para estar se abraçando com a gente. Mas, por torcerem para o Figueirense ou sei lá por que, não ajudam. Mas a gente não pode deixar se abalar, porque tem esse pessoal aí que está torcendo contra a gente.
Silas

Preciso dizer alguma coisa a mais?

Ps.: Sabe o público do Figueirense no clássico de hoje, na Ressacada, valendo como jogo oficial? Zero. Zero. ZEROOOOOOOOOOOOOO. E nota uma coisa: a RBS não noticiou a goleada...

10.31.2009

Rivalidade saudável



Pelo que estou percebendo, o clássico de hoje será um programa de família.

Sei de gente que vai com o avô, com o tio, com o primo, com a mãe, etc.

Muitos familiares meus, por exemplo, irão ao jogo, mas ficarão a mais de 100 metros de mim, por trás de grades e fileiras de policiais.

Quando será que poderemos avacalharmo-nos mutuamente durante a partida, e não só horas depois, quando finalmente pudermos nos encontrar?

Acredito que esse clássico é uma oportunidade perfeita pra começar a implantar algo nesse sentido.

Também não sei se essa minha opinião é de todos, mas talvez algo neste sentido deva começar a ser pensado.